no próximo ano

02Jan09

Pense em quanto tempo uma formiga leva para atravessar a Paulista de cabo a rabo. E depois pense no que fazer com essa informação.

Feliz ano novo.

Ah, cuidado com o Godzilla Gojira no meio do caminho.

O buquê mais grande e mais lindo do mundo.

Era uma vez um punhado de flores que foi regado com um complemento de vitaminas extra-ultra-especial. O que o dono não sabia era que, por causa disso, o buquê ficaria pesado demais para ficar de pé. Tampouco havia um vaso grande o suficiente para aquelas flores e o dono ficou preocupado. Como fazer com que aquelas flores não parecessem mortas, uma vez que flores deitadas não parecem saudáveis? Pesquisou, pesquisou, pesquisou e teve sono. Resolveu dar uma dormidinha de 20 minutos, pois ninguém é de ferro, e acabou dormindo a noite inteira. Acordou mais cedo e continuou com o problema na cabeça. Pensou em colocá-las em suportes de plástico, em embalsamá-las e até em matriculá-las em aulas de ballet. Nada disso parecia justo com as flores. Seria tão injusto quanto seu vizinho que ouve música no último volume, sem se importar com a saúde orelhal dos outros. E era óbvio que, exatamente na hora em que comparava a sua justiça com as flores com a injustiça orelhal do vizinho, começou a ouvir: “as flores de plástico não morrem (entra solo de guitarra)”.

E assim ele resolveu seu problema e fez o buquê mais grande e mais lindo do mundo.

O projeto Free Encouragement quer combater o excesso de negatividade aos quais somos expostos todos os dias-horas-minutos. Por isso, Jeff e Erin se juntaram para receber as mensagens de pessoas e juntar tudo numa grande galeria.

Não sei se é o clima de fim de ano, mas achei a idéia uma graça.

suspiro

22Dec08

Suspiro é quando alguém dá pause e a cena, estática, mostra sua melhor composição na tela.

Aí rola aquela sensação boa de contentamento.

o tal do kajal

21Dec08

O fato de eu ser meio jeca não é novidade nenhuma. Mas exatamente na hora em que eu anunciava minha ignorância no sorteio do Luluzinha Camp, perguntando o que é kajal?, eu mesma ganhei o lápis kajal da Natura.

Já havia ouvido falar do tal do lápis kajal, mas nunca soube a origem do nome. Isso é uma cor? É um ingrediente do lápis? É um pássaro-avião?

Santa wikipedia nos explica. Kajal é o nome hindu de kohl, uma mistura de ingredientes utilizada como tinta para os olhos desde a Idade de Bronze (3500 aC). As rainhas egípcias utilizavam a tinta como protetora de doenças/infecções. Em algumas castas da Índia e do Egito, o kohl era aplicado em bebês e crianças como proteção contra o ‘olho do diabo’, ou, em outras palavras, inveja. Há ainda a preocupação com o uso de kajal caseiro, pois foi constatada uma grande e tóxica presença de chumbo.

Mas é louco como uma coisa que simboliza proteção e tem todo um significado anti-macumba pode, em outras civilizações - vulgo, a nossa - ser apenas sinônimo de um lápis mais macio e forte. Ou, como descrito por aí, é o ‘lápis que o Jack Sparrow usa’.

O carro passou a não pegar durante alguns dias. Só que, desta vez, não havia mais a resposta automática de ‘carro flex não pega no frio’. Eu sei que tá um dezembro incomum, mas não ao ponto de o carro não pegar. E eu não aguentava mais a cara das pessoas ao pensarem putaquel-nem-ligar-o-carro-você-sabe. Recém saído da revisão, o jeito foi ligar pra concessionária. Lá veio o guincho até a minha casa. No alto do meu raciocínio mecânico, fiquei pensando como o guincho-que-não-cabe-na-garagem tiraria meu carro-que-não-liga-nunca-mais. Essa foi a mesma dúvida do motorista do guincho, perplexo ao constatar que ele não havia trazido o equipamento necessário para fazer aquela operação. Enquanto eu surtava com o atendente da concessionária no celular, o moço da garagem sugeriu uma gambiarra. Embicar o guincho na rampa da garagem e puxar o carro. Foi uma ótima idéia, a não ser pelos segundos de desespero quando o guincho começou a descer de ré, sem ninguém no volante, enquanto tentava puxar o carro. Nessa hora eu rezei pra tudo que é gente-que-eu-nem-sei-o-nome e o guincho parou. Como os pedreiros estavam todos alocados na operação resgate do meu carro, o jeito foi deixar um deles com o pé no freio de pé - resolvi chamar assim considerando o outro, o freio de mão. Feita a operação, dei tchau pro carro e alertei-o para que não aceitasse nada de estranhos.

Dias depois, o moço não tinha novidade nenhuma. Já comecei a pensar em trocar de carro, em fazer escândalo, em benzer a concessionária, sei lá. Me pediu mais alguns dias.

Em seguida veio a notícia de que meu carro precisava ser atualizado via satélite. Enquanto ainda imaginava meu carro vestido de Neil Armstrong, o moço explicou que era apenas uma atualização de software. Droga, a imagem do meu carro chegando à lua era bem mais legal.

Por fim, atualizado e com anti-vírus novo, o carro voltou a pegar. Esperei uma semana até escrever esse post, com medo de que em breve ele fique desatualizado. Mas, até o presente momento, agradeço à Nasa pela graça alcançada.

E eu lá ia saber que carro tem software?

bom gosto LG

17Dec08

Além do bom gosto do evento, do bom gosto do ‘meu estilista’ Ricardo Oliveros, do bom gosto da Sinc+LG, ainda vai ter o bom gosto do Sal Gastronomia pra completar o LG na Moda.

Valeu a todos. Ah, eu adorei chamar um estilista de ‘meu’, mesmo que por 2 horas.

LG na moda

15Dec08

Hoje é dia de LG na moda. Só pelo convite, o babado deve ser bom. Pra quem quiser, vai rolar a transmissão de tudo twitter-blog-flickr no www.lgnamoda.com.br

Estarei lá fotografando e subindo tudo no Flickr.

Caro Celso,

Você não sabe, talvez não tenha a menor idéia, mas você é o responsável por meu gosto pela escrita. Tudo começou naquele curso de redação, escolhido por mim entre tantos outros. Não posso dizer que fui decidida na escolha. Redação era algo do meu interesse, mas eu poderia ter optado por um curso de marketing-de-luxo ou um curso de 5-técnicas-para-fidelizar-seu-cliente. Talvez me encantasse o fato de você atuar em campos tão diferentes como a ESPM e a Praça Roosevelt. Talvez fosse o fato de que você dava aula com uma calça azul pintada a mão e parecia um pintor que acabara de finalizar um quadro. Talvez não fosse nada disso. Mas lá estava eu inscrita.

Logo na primeira aula você me contou que eu poderia escrever em primeira pessoa. Eu já não sabia mais o que era isso. Recém saída de vestibulares e métodos aristotélicos de construção de idéias, me sentia quase que herege ao juntar as vogais ‘e+u’ num texto. Isso era a morte ou, na época, 3 pontos a menos na prova. Enfim, eu estava livre desse mal.

Pode parecer piegas, eu sei, mas escrever em primeira pessoa é mais do que um recurso de linguagem. Você se torna obrigado a reconhecer qual é essa primeira pessoa e o que ela tem a dizer. Você coloca a sua pessoa em primeiro plano e vai descobrindo como ela se relaciona como o mundo. Tem gente que chama isso de terapia, eu chamo apenas de auto-conhecimento-diversão. E ao longo do curso você me trazia referências, maneiras de contar coisas. Algumas eu não gostava, confesso, mas se não as fizermos nunca vamos saber do que realmente gostamos.

Já no fim do curso, você escreveu uma dedicatória pra mim num livro seu. Nela estava escrito:

Inteligência, humor, talento e aquela “pegada” que não nega as origens.

Além de me mostrar que havia uma pessoa por trás das letras, você ainda me deu o humor de presente. Senti uma vontade imensa de te abraçar e de conversar com o Woody Allen sobre isso, dividindo angústias e um bagel com cream cheese. Acabei fazendo apenas a primeira coisa.

Hoje, 7 anos após o curso, eu entendi que sempre há uma primeira pessoa por trás dos bons textos. Nem sempre essa pessoa habita um único corpo, pois pode perfeitamente passear entre personagens, idéias, criações ou viagens. Mas se essa pessoa não abraçar o texto, sinto muito. Não há graça num corpo sem alma.

Há tempos que quero escrever uma carta para você, mas nunca o havia feito. Aqui fica meu muito obrigada. Pelas palavras, pelas pessoas - inclusive a minha -, pelos rascunhos e pelas sensações.

Um beijo

MaWá

PS: a propósito, um bom texto pode ser melhor que um Häagen-Dazs. Só depende de como as coisas são colocadas.


 

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